Supérfluo

julho 09, 2020

Nas sombras deixadas pela lua

Eu, ser inferior de carne crua

Penso na insignificância da minha existência

O que há de vir de um homem sem crença?

Repousado no chão de cascalho

A dor parece agulhas que me perfuram deixando espasmos

A dor que sinto é da morte cruel

Que amaldiçoou meu fôlego

Mas rogo que me leve ao céu

Lágrimas caem pelo meu rosto outrora rubro

Um homem que fora enganado, destruído, tirado do seu rumo

Agora sinto que me vou

Que criatura imbecil eu sou

Os músculos se acalmam

A mim retorna o tato

Sinto-me triste mas perfeitamente imaculado

Supérfluo amor

Que acaba e deixa a dor

Iguala-se a foice 

Enfeitiça e decepa o pescoço do sofredor

Junto meu coração teimoso e ponho-o seu canto

Insignificante, desprezível é meu pranto

Levanto e vou para casa

Por que o inigualável tempo

Infelizmente não para


💙💙💙

You Might Also Like

1 comentários


Obrigada pela visita! O Ela aguardará sua volta!