Menina
julho 04, 2020
Em 2013, uma menina, de apenas 16 anos, que não era próxima de mim, mas dos meus amigos, havia falecido. Antes disso, para confortar uma amiga de infância dessa garota, eu escrevi um texto. Irei por abaixo junto com as condolências de como uma morte ainda pode reverberar mesmo após tanto tempo.
"E eu conheço uma menina que era uma guerreira. Nunca tive dúvidas disso. Se fosse eu, não aguentaria nem metade do que ela passou. Hoje ela enfrenta a maior guerra que provavelmente vai ter na sua vida, e como prometi: eu estou aqui por ela. Tudo dará certo, eu sei disso. Não falo pelo lado positivo, e sim pelo realista. Ela é forte e Deus é justo. Em pouco tempo ela sai melhor que antes, pronta para enfrentar outros desafios. Fraqueza de corpo, não é fraqueza de alma, e ela é prova viva disso.
Eu convivi com ela desde que nasci, e só tenho uma conclusão: ela não desiste. E aquele sorriso tímido, nunca saiu do seu rosto, e o brilho desses olhos claros, nunca se apagou. A vida a derrubou- e não poucas vezes- de formas diferentes e cruéis, mas aí está ela. E mesmo eu estando aqui apreensiva torcendo para ela vencer essa batalha, eu sorrio… e sabe por que? Por que eu me orgulho dela. Não poderia ama-la mais e admira-la mais. Eu a amo, e sei que em algumas horas estaremos juntas, rindo da vida, e de como ela foi boba por subestimar a minha menina."
Para Giuliana Capelleti.
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